Eu ainda acredito na salvação da Portuguesa, mas é mais naquele sentido “torcedor”...Se formos analisar friamente, fica complicado acreditar na reação da Lusa nas últimas seis rodadas. Sim, porque a segundona parte amanhã para a 33ª rodada.
Ainda hoje, no Canindé, a Lusa enfrenta – nada mais, nada menos – que o líder da Série B, o fortíssimo Galo Mineiro. É uma derrota quase certa, visto elenco e técnico do clube paulista.
Ao final do confronto, faltando apenas cinco rodadas para o término da temporada, o time enfrenta o Avaí, na Ressacada; o Paulista, no Jaime Cintra; o Ceará, no Canindé; o Vila Nova, também no Canindé; e, para terminar, pega o vice-líder Sport Recife, na Ilha do Retiro.
Praticamente impossível a permanência da tradicional Lusa na segunda divisão do futebol brasileiro.
No clássico dos desesperados, deu o que teve mais sorte, o Corinthians.
O jogo de ontem confirmou minhas expectativas a respeito do clássico. Uma partida fraca tecnicamente e um verdadeiro show de horrores. Um jogo de mexer com os nervos de qualquer torcedor. Nada perto do que já foi um tradicional jogo entre os dois rivais paulistas.
Até que a partida teve um bom momento, mas não dava, a fase é péssima para Palmeiras e Corinthians. Não podíamos esperar muito desse embate entre os dois.
Como eu disse no início, venceu o que teve mais sorte. Do jeito que o Corinthians “achou” o gol, com Marcelo Mattos, aos 31 do segundo tempo, o Palmeiras poderia ter tido a mesma sorte. Porém, os deuses estavam com o alvinegro.
Agora a crise deu uma aliviada no Parque São Jorge. Já no Parque Antártica...
Nesta noite de quarta-feira, quando entrarem no gramado do Morumbi, as duas equipes de maior tradição do futebol paulista estarão disputando uma vaga na segunda divisão do Brasileiro do ano que vem. Dificilmente quem perder não irá lutar contra uma crise, que envolverá torcida, mídia e diretoria, o que prejudicará ainda mais nesta reta final de campeonato.
As duas equipes vivem situações parecidas na tabela. O time do Parque Antártica está na 14ª colocação, a quatro pontos da zona do rebaixamento, já a equipe do outro Parque, está na 15ª colocação, com dois pontos a menos que o rival.
Para o amante do futebol, a grande chance de ver uma boa partida, fica por conta de o jogo ser realizado antes de todos os outros da rodada. Já que se fosse disputado no sábado, por exemplo, com os dois treinadores já sabendo as situações de seus adversários diretos na luta contra o rebaixamento, o resultado seria um apático empate, provavelmente sem gols, o que ficaria bom para as equipes.
Por outro lado, fica duro ver duas equipes, com quatro títulos nacionais cada, lutarem por sua sobrevivência na elite do futebol. Torço para que nenhuma das duas caia, mas dependendo do resultado do jogo, isso será muito difícil de acontecer.
Recebi a informação na noite de ontem que o Palmeiras, que ainda corre o risco do rebaixamento, está contratando o atacante Fumagalli, atualmente disputando a 2ª divisão do Brasileiro pelo Sport. Esse é o mesmo que jogou por Corinthians, Santos e Guarani e não obteve sucesso. O Palmeiras mandaria o atacante Munhoz para o Sport como forma de pagamento. Que negócio da China!
Apesar de ser o artilheiro da competição, não é o jogador que a torcida tanto gostaria de ver. O time já conta com muitos atacantes do mesmo nível. Então eu pergunto: o Palmeiras está pensando em jogar a segunda divisão? Se não estiver, já esta pensando como um time de segunda.
Se esta contratação se confirmar, espero que não, só ratifica o que o Senhor Salvador Hugo Palaia afirmou na semana passada. “Ainda não começamos planejar o próximo ano”, disse Palaia.
Por isso sou totalmente contra a permanência deste diretor no comando de um time com a tradição do Palmeiras. Espero que da próxima vez eu venha por meio deste Blog para falar do Palmeiras por um bom motivo.
Como aconteceu quando atuava por Santos (duas vezes no mesmo jogo) e Cruzeiro, o atacante Edmundo perdeu mais um pênalti contra o Vasco. Agora no Palmeiras, o atacante foi recebido com muita festa pela torcida cruzmaltina, onde ele é ídolo até hoje. Tanta homenagem chegou a comover o atacante, que quase chegou as lágrimas antes do jogo.
Por estes motivos citados tenho convicção que o craque não teria condição emocional para bater mais um pênalti contra sua ex-equipe. Ainda para ajudar mais a torcida ficou gritando seu nome, para colocar mais pressão.
Sei que Edmundo teve a melhor das intenções, mas não poderia ter assumido esta responsabilidade e falo isso não como critica, mas sim como uma pessoa que viu a entrevista dele antes de entrar em campo.
Agora isso mostra a situação que vive o Palmeiras, um time sem comando, pois todos os pênaltis estavam sendo cobrados pelo ala Paulo Baier e, neste momento, onde menos pode errar, acontece um lance desse, faltou alguém chegar no atacante e dizer que não estava com condição para bater, esta ordem poderia e teria que vir do banco.
É definitivamente visível que um faz falta ao outro. Depois da separação os dois perderam o rumo e não conseguem se encontrar, o Corinthians aqui no Brasil, e Carlitos na Inglaterra, em seu novo time, o “poderoso” West Ham.
Desde a saída – fuga se encaixa melhor – do atacante argentino Carlitos Tevez do Corinthians, os dois amargam uma fase negra.
Sem Tevez, o Corinthians não conseguiu reagir no campeonato e se afundou ainda mais numa crise interminável. Atualmente se encontra na zona de rebaixamento do brasileirão.
E sem o Corinthians, Carlitos Tevez também amarga uma péssima fase. Seu novo time também está na zona de rebaixamento do campeonato inglês. Além disso, o “ex-pibe” da Fiel, aumenta, a cada partida, o seu jejum de gols. Já são sete jogos que o argentino não sabe o que é balançar as redes.
A conclusão disso tudo é que a separação foi ruim pros dois lados. Mas fazer o quê? Agora já foi. Cada um segue sua vida e tenta sair dessa “zica”, Tevez lá e o Timão cá.
É bom se prevenir, para depois não ter que remediar, como diz o velho ditado.
O Palmeiras tem 37 pontos na tabela, enquanto o Corinthians, na zona do rebaixamento, tem 32.
Porém, na minha opinião, essa situação pode ser invertida num curto prazo, em duas rodadas.
Porquê? Ora, é só analisar a tabela.
Amanhã o Verdão encara o Vasco em São Januário. A equipe cruzmaltina não é flor que se cheire, principalmente jogando em sua casa.
O Corinthians pega o Cruzeiro, no Pacaembu e, teoricamente, tem missão mais fácil que o arqui-rival.
Supondo que, nesta rodada, o Palmeiras perca e o Corinthians ganhe, apenas dois pontos irão separar os dois.
E, curiosamente, na próxima rodada os dois jogam entre si, no clássico dos desesperados. Imagine o nível de tensão de um jogo em que um rival pode colocar o outro na zona do rebaixamento.
O gramado vai ficar pequeno...
Curta do Palmeiras: Fiquei até com dó do Roger (atacante) no empate diante do Furacão. Foram três chances para marcar em cinco minutos. Perdeu a primeira. Na outras, dois milagres do goleiro adversário. Pra melhorar sua fase de sorte, o reserva Neto Baiano entrou e marcou. Que fase...
Fiquei pasmo ontem, quando, no momento em que assistia ao programa “Bem, Amigos”, da Sportv, vi um cantor, que se disse amigo do Roger, meia do Corinthians, dizer que seu filho, de coração tricolor – carioca – encontrou com o meia na Alemanha, durante o período da Copa do Mundo.
Calma, não foi por isso que fiquei pasmo.
Nesse encontro, o filho do cantor, menino ainda, perguntou para o “craque” do Timão:
- Roger, você volta pro Flu no ano que vem?
- Deus queira, respondeu o jogador.
Depois esse cantor – não me lembro o nome dele – ao lado de Galvão, tentou consertar a besteira que havia feito ao falar isso publicamente.
Galvão, sem graça, só se limitou a dizer:
- Nesse momento a Gaviões deve estar se dirigindo à casa do Roger. Quem tem um amigo desses, não precisa de inimigo.
O torcedor corintiano não gosta dele. Ele também está insatisfeito no Corinthians. Roger e Carlos Alberto mal se cumprimentam e “racham” o grupo. Porque não fazem um acordo e deixa ele trabalhar em outro clube?
Após a derrota contra o Flamengo, no último domingo, o preocupado e dedicado atleta foi curtir a noitada carioca.
Talvez seja melhor para as partes que seja decretada a rescisão contratual.
Curta do Timão: No jogo de volta contra o Lanús, na Argentina, o zagueiro Betão e o atacante Rafael Moura foram às vias de fato no vestiário.
E assim caminha o “todo poderoso” rumo ao precipício.
Analisei os números da Ponte Preta desde que a fórmula por pontos corridos foi estabelecida no Campeonato Brasileiro, em 2003.
A Macaca, time que já foi forte e, porque não, tradicional na Série A, já faz hora extra.
Em 2003, ficou a um mísero pontinho da zona do rebaixamento. Teve sorte, pois só caiam dois clubes. Bahia e Fortaleza foram os rebaixados.
Já em 2004, foi a única temporada em que o time campineiro conseguiu ser razoável, e terminou na zona intermediária da tabela, em décimo lugar.
Ano passado, no Zveitão, a Ponte penou, penou, mas, desta vez, dois pontinhos salvaram a equipe da “zona da morte”. Caíram Coritiba, Galo, Paysandu e Brasiliense.
Nesse ano, disputa ponto a ponto, com Corinthians e Fluminense, uma vaga na Série B em 2007. Só um ponto separa a Macaca da segundona. Na minha humilde opinião, nesse ano não consegue escapar da “degola”...
Dos 15 times que permanecem na Série A desde 2003, a Ponte é o que menos somou pontos no total. Foram 198, média de 49 por ano.
Se não tem competência, ao menos mostra ter sorte, e que sorte!
Time por time, camisa por camisa, é a melhor hipótese para o futebol brasileiro.
A situação está critica no Sport Club Corinthians Paulista. Toda rodada está sendo uma tortura pro o time e pra Fiel torcida.
A equipe que, a essa altura do campeonato do ano passado, só administrava o topo da tabela, vive o contrário do seu passado de glória – Campeão brasileiro de 2005.
Faltam apenas nove jogos para o fim do brasileirão e o timão está na zona de rebaixamento. A torcida já começa a ficar com medo. Já começa a pensar no pior.
Leão – que começou muito bem no coringão – está diferente de quando assumiu o time.
O time não está conseguindo reagir nessa importante fase da competição. São brigas entre parceiros, brigas entre jogadores e até brigas entre jogador e treinador. O Parque São Jorge está uma verdadeira baderna.
O São Caetano já não é mais o mesmo. Não chega nem perto daquele time que ficou conhecido como o tormento dos grandes.
Na época em que apareceu, era o “timinho” sensação, mas logo foi conquistando o respeito das demais equipes e cravando seu nome no futebol brasileiro.
Chegou a ser campeão Paulista. Sem contar que já foi também vice-campeão do Brasileirão e da cobiçada Copa Libertadores da América. Muito time grande luta desvairadamente pra chegar pelo menos numa final de Libertadores, e, o modesto time do ABC paulista, já disputou.
Porém, de uns tempos pra cá, as coisas estão mudando. Antes o Azulão disputava títulos de igual pra igual com os grandes e sempre terminava bem colocado nas competições que disputava. Mas hoje só por um milagre não cai pra Segundona.
Aquela equipe marcada, não por ter craques no plantel, mas profissionais dedicados e motivados a vencer, sumiu. Aquele time chato, que era a “pedra no sapato” dos outros, perdeu suas forças.
Infelizmente, este ano está perdido para o Azulão.
A situação do Corinthians está a cada dia mais constrangedora. Parece que até mesmo membros da cúpula já se conformam, aos poucos, com o vexatório rebaixamento para a segunda divisão do futebol nacional.
Ontem o vice-presidente de finanças do clube, Emerson Piovezan, afirmou que o Timão, de forma alguma, aceitará ter sua cota televisiva reduzida em 2007 caso se confirme a queda.
É hora de falar uma asneira dessas? Se está conformado com essa possibilidade, pegue suas coisas no armário e deixe o clube, porque esse tipo de negativismo e precipitação imbecil estragam ainda mais o ambiente, que já não é bom desde o início do ano.
Para quem não se lembra, o Corinthians ficou na 6ª colocação no Campeonato Paulista, saiu precocemente da Copa Libertadores, foi eliminado pelo “poderoso” Lanús na Copa Sul-Americana, e, para piorar, está na zona do rebaixamento do Campeonato Brasileiro.
Os corintianos não vêem a hora de ouvir os fogos na virada do ano e cantar “adeus ano velho, feliz ano novo...”.
Que venha 2007, porque esse ano é para ser esquecido na história do Sport Club Corinthians Paulista.
Desde que ele chegou ao Corinthians eu mais vejo brigas e cotoveladas em campo do que futebol, que deveria ser seu objetivo principal no Timão.
Um jogador assim tumultua o ambiente, além de não respeitar o clube e a camisa que veste.
Leão fez certíssimo ao sacar o meia ainda no primeiro tempo, pois além de não estar bem na partida, pedia para ser expulso.
O Corinthians precisa urgentemente se livrar desses medalhões que nada acrescentam ao time. Lembram do Corinthians no começo desta década? A maioria dos jogadores vinha da base, ou então ainda não era “estrela”. E como jogava aquele time...
Agora com investimento, sobra qualidade e falta respeito. Se nem Leão conseguir conter o estrelismo dos jogadores, não há santo que resolva.
Livre-se dos “jogadores-problema”, Corinthians, e o mais rápido possível. Restam apenas dez jogos para honrar o amor de milhões de corintianos pelo Brasil. Não faça a segunda maior torcida do País passar vergonha.
Se eu fosse o técnico do Corinthians, neste momento, minha primeira medida seria afastar Gustavo Laranja-Podre Nery e o Confusão Alberto.
Além disso, mandaria o Dualib de volta pra Inglaterra, pois, enquanto ele esteve lá, o Timão ficou nove jogos invicto. Depois de sua volta, são seis jogos sem vitória, sendo três derrotas seguidas. Vai ter azar assim no raio que o parta.
É isso mesmo, a escrita segue firme. O Corinthians não consegue vencer times argentinos.
Num primeiro momento parecia que a Fiel seria brindada com muita alegria. Pelo menos foi o que todos acharam, pelo que aconteceu logo no inicio da partida. Com um minuto de jogo o baixinho Nádson surgiu dentro da área e, de cabeça, marcou o primeiro gol do Timão.
Garanto que nem o mais fiel torcedor corintiano esperava um gol tão rápido. Parecia que desta vez a história seria diferente, a partida seria fácil.
Porém, também em um minuto, foi a reação dos “hermanos”. Aos 15 minutos, depois de muito insistir, a equipe do Lanús fez o primeiro gol. E praticamente no mesmo minuto marcou o segundo. Estava decretada a virada. Os argentinos acertaram uma “pancada” no time corintiano. Ficamos nervosos, o desespero dominou o alvinegro.
Carlos Alberto foi um dos atingidos e logo foi sacado pelo treinador. O meia não gostou nada e discutiu feio com Leão.A coisa estava feia, Leão brigando com um de seus comandados? Isso não é bom pro Coringão, mas passou, todos se acalmaram. Só que o Lanús fez o terceiro gol.
Eu não acreditava numa reação. Achei que tudo estava perdido, porém “ainda” não estava. No segundo tempo, Marinho marcou, aos 10 min, e trouxe esperanças pra Fiel. Estávamos melhor, íamos virar, era questão de tempo. Só não contávamos era com uma falha do valente Magrão. Lanús 4 a 2. Agora sim estava tudo perdido.
Alguns podem falar que a desclassificação foi o melhor para o Timão, já que estamos na zona de rebaixamento do brasileiro e participar de duas competições poderia nos atrapalhar. Mas na minha opinião foi muito ruim. Agora estamos desclassificados, sem confiança e sem moral. A crise se agravou ainda mais. Como vamos reagir?
Agora meu comentário é igual ao de jogador, no momento difícil por qual passamos temos que levantar a cabeça e trabalhar, trabalhar e muito. Não há maneira melhor pra sair dessa crise interminável.
Peço licença aos leitores do Blog para fazer uma apresentação. Estou falando da apresentação de uma nova equipe que está surgindo no futebol do ABC Paulista. Todos nós já conhecemos as qualidades do São Caetano e do Santo André, que conquistaram um lugar - ainda modesto - no futebol brasileiro. Um está na primeira divisão – tudo bem que na zona de rebaixamento, mas está -, o outro sempre segue firme na Segundona do nacional. Um já foi campeão Paulista, o outro campeão da Copa do Brasil. Os dois já disputaram Libertadores. Enfim, ninguém discute a competência dessas “pequenas” equipes no cenário nacional. E aqui no ABC temos grande orgulho delas.
E agora surge o que faltava pra completar a força do ABC. O São Bernardo Futebol Clube.
O time foi criado há pouco tempo, em 2004. Não tem a mesma estrutura que nossos vizinhos. Mas nesses dois anos em que existe, prova que tem organização e muita vontade de crescer. Os dirigentes do SBFC mostram que querem mesmo nos igualar ao Azulão e o Santo André.
O Estádio da equipe – que na verdade é da cidade de S.B.C. – será reformado. As categorias de base serão coordenadas por Palhinha (ex-jogador do São Paulo). Esses pequenos detalhes são importantes para a evolução da nova equipe aqui do ABC.
Na atual temporada o São Bernardo segue firme na briga pelo titulo da Copa FPF. O vencedor conquista uma vaga na Copa do Brasil e garante presença na Série C do Brasileiro.
Estamos no caminho certo pra um time que almeja sucesso no futuro.
É isso, está apresentado a vocês o “Bernô”, o São Bernardo F.C.
O Santos tem uma difícil tarefa nessa quarta-feira, diante do San Lorenzo (ARG), na Vila Belmiro. Precisa vencer por quatro gols de diferença para passar de fase sem precisar ir aos penais.
O campeonato é outro, a época é outra, mas vale a pena relembrar aquela semifinal de Campeonato Brasileiro, 1995, diante do Fluminense. O Santos precisava reverter uma grande vantagem conquistada pelos cariocas no Rio de Janeiro.
Naquela noite chuvosa no Pacaembu, os Deuses do futebol agraciaram Giovanni e Cia. O Fluminense tinha ganhado de 4 a 1 no primeiro jogo, mas Giovanni e aquela torcida, que acompanhava cada lance, não pareciam ligar para isso, pois acreditavam que o pesadelo iria se reverter.
Com a massa alvinegra vibrando o jogo todo, o time da baixada arrasou o tricolor por 5 a 2, com direito à show. Aqueles jogadores conquistaram a vaga na final e um lugar nos corações santistas.
Sim, aquela partida ficou para a história do futebol. Quem sabe essa contra o San Lorenzo não fique também...
Dando uma parada no Campeonato Brasileiro, o Corinthians enfrenta, nesta quarta, na Argentina, a equipe do Lanús. Com a volta da crise – que já virou rotina -, o Timão, que está novamente na zona de rebaixamento do Brasileirão, tenta, com uma classificação para a próxima fase da Copa Sul-Americana, dar uma amenizada no turbulento ambiente do Parque São Jorge.
Porém não será uma tarefa muito fácil. E ainda mais para Coringão que sempre “pipoca” contra os “hermanos”. Jogos contra times argentinos sempre se tornam verdadeiras batalhas.
Leão que o diga. Em 1997, quando era treinador do Atlético MG, o treinador e seus comandados se envolveram em uma briga com os argentinos do Lanús. Desta vez esperamos que haja briga somente pela bola.
O Corinthians precisa da classificação para retomar a confiança e a moral para dar seqüência na Sul-Americana e, principalmente, no Brasileiro. Na primeira partida só conseguimos o empate, aqui em São Paulo. Agora, uma vitória simples nos leva às quartas-de-final dessa copinha.
O técnico Geninho, visivelmente rancoroso ainda com a diretoria corintiana, falou uma grande verdade, daquelas que ninguém fala por aí. “Peguei o Corinthians mal, fui acusado por ter levado o time para a zona do rebaixamento, mas já se passaram onze rodadas que fui embora e o time se encontra exatamente na mesma situação. Já no Goiás, peguei o time na zona do rebaixamento e agora estou em nono lugar. Será que eu era o culpado?”, questionou com um ar irônico.
E agora, Corinthians?
Quem será o bode expiatório da vez?
Neste jogo, concordo que a arbitragem influenciou. Mas em alguns falta um pouco mais de ousadia para um dos melhores elencos do Brasil, se não o melhor.
Isso mesmo, o Corinthians está sendo “GARFADO” em todas as partidas. Já não basta a dificuldade por qual passamos para sair dessa humilhante colocação, e ainda temos que superar um outro adversário, porém este sem intimidade com a bola, mas com muita agilidade com apito e com os cartões.
Neste domingo, em Goiânia, o Timão enfrentou a equipe do Goiás. Concordo que o pênalti contra o Coringão realmente aconteceu. Mas o Corinthians não se abalou com o gol e muito menos com os vários cartões amarelos. Conseguimos empatar, com Amoroso.
No segundo tempo a torcida alvinegra estava certa de que o Timão voltaria para buscar a virada, mas o juizão não deixou. Expulsou de maneira equivocada o zagueiro Betão. E pouco depois não marcou um pênalti em Marcus Vinicius. Assim ele “matou o Poderoso”. Perdemos de 3 a 1 e fomos sim, prejudicados pelo apito.
E ainda tem gente que fala do Leão que, acertadamente, reclama da arbitragem ao final de cada partida.
Esses repetitivos erros contra o Corinthians colocam uma dúvida na cabeça dos corintianos. Seria uma punição aos erros a nosso favor, que aconteceram no ano passado? O que vocês acham?
A coletiva pós-jogo ontem “ministrada” por Vanderlei Luxemburgo, foi um verdadeiro bônus para o futebol brasileiro.
Nela, ele afirmou que não pode acontecer de um jogador ser expulso por comemorar um gol. Até a polícia pediu para o “Rei dos clássicos” repreender Zé Roberto pela comemoração em frente à torcida corintiana, o que causaria brigas depois do jogo.
Isso é o futebol. É a magnitude de um clássico. É o momento de êxtase de um profissional da bola.
Quer dizer que porque um jogador adversário comemora um gol na sua frente você, na saída, vai sair correndo atrás de alguém pra bater?
Faça-me o favor!
Luxemburgo está certo quando diz que precisam se preocupar em educar o torcedor, criar uma legislação. Tem que prender quem agrediu Tite, Bonamigo, os jogadores do Coxa, e não repreender um jogador por comemorar um gol.
O Rei da selva foi selvagem, já o Rei dos clássicos, mais uma vez, foi majestoso. Mais um belo jogo decisivo foi decidido pelo técnico Vanderlei Luxemburgo.
Enquanto Leão se preocupava em reclamar, como de costume, Luxa se preocupava em montar melhor o time para aproveitar os erros do adversário.
Assim como já havia feito contra o São Paulo, o Santos jogou mais recuado, fez dois gols praticamente nos acréscimos do primeiro tempo e matou o jogo no Morumbi.
Hoje contra o Corinthians foi bem parecido. O Timão jogou melhor no primeiro tempo, mas Kleber, num golaço de falta, abriu o marcador e deixou o Peixe explorar os contra-ataques no segundo tempo.
Pior que os gols perdidos pelo Corinthians só mesmo a narração do jogo de Milton Café-com-leite. Hoje foi de arrepiar. Ele viu uns cinco pênaltis pro time do seu coração. Concordo que houve um.
Resumo: Marcelo Mattos deveria ter sido expulso, Magrão foi justamente. Pelo lado do Santos, Zé Roberto na frente, e Felipe atrás, garantiram o resultado. Aliás, que goleiro esse Felipe! Pareceu-me no nível do Diego Cavalieri neste primeiro jogo, além do uniforme lindo que trajou e deu sorte ao Peixe.
O Corinthians vai sem Magrão e Marcelo Caneleiro Mattos para o jogo contra Goiás e deixa o Timão desfigurado.
Já o Peixe, por sua vez, perdeu – nada mais nada menos – que Fábio Costa, Maldonado, Wellington Paulista e Leandro, além de Zé Roberto, expulso.
Com a derrota do Inter hoje e os desfalques do Peixe, o Grêmio agradece...
Eu sempre escrevi neste blog e, na maioria das vezes, fui crucificado. Aloísio faz falta para o time do São Paulo.
Ele pode ser grosso, lento, o “raio que o parta”, mas ele faz bem o trabalho de um atacante de referência na área, que traz a marcação junto a si e, melhor, o trabalho de pivô. Ah, sem contar que é o maior “cavador” de faltas para RC.
Estou errado? Depois de seis jogos fora e com o Tricolor jogando um futebol que não convencia nem ao mais fanático torcedor, o time voltou a jogar bem, ele participou diretamente de dois gols.
Nem Muricy esperava que o São Paulo jogasse tão bem. Parece que deram um choque anafilático em Danilo. Sem contar o Souza, que deve ter feito um curso intensivo com Neto de como cobrar escanteios.
Ilsinho? Este continua mostrando que tem futuro a cada partida...
Se o São Paulo não tivesse “tirado o pé” nos últimos 15 minutos de jogo, poderia ter devolvido os 7 a 1 que tomou em São Januário em que Alencar, o mãos de sebo, deixou passar até tartaruga.
No jogo da próxima quinta-feira, contra o Santos, o treinador Emerson Leão deve promover o retorno do único argentino que não deixou o Parque São Jorge. Está certo que Sebastian Domingues não teve nenhuma oportunidade pra deixar a equipe. E também que não é lá essas coisas e nunca acrescentou grande coisa para o time.
Sebá chegou no Corinthians como zagueiro revelação do campeonato argentino. Contratado por quase três milhões de dólares, passou grande parte do tempo que está aqui no Brasil contundido e, quando teve chance de entrar em campo, não fez grandes exibições. Em pouco mais de dois anos de clube, Sebá acumulou diversas falhas e marcou apenas um gol, em 40 partidas.
Agora surge uma nova oportunidade para o zagueiro provar que tem valor para continuar no alvinegro, já que seu contrato acaba no inicio do ano que vem e a diretoria não está muito empolgada para renovar.
E nada como um clássico para o jogador ganhar a confiança do time e da torcida. E ainda mais contra o rival da baixada.
O Timão precisa da vitória para se afastar da zona de perigo. O Santos precisa da vitória para seguir sonhando com o titulo. Leão não gosta de Luxa. Luxa não gosta de Leão. O jogo terá todos os requintes de um bom clássico. Acredito que vai haver bastante disputa e irá se darmelhor quem menos errar. Por isso, o Coringão não pode falhar.
Espero que Sebá dê seqüência às boas atuações da zaga corintiana. Se isso acontecer, a vitória está garantida.